Drª Ana Paula Tavares de Souza

Pediatra (RQE 19177) e Gastroenterologista Pediátrica (RQE 19178)
CRM: 52.82245-0

Constipação intestinal


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O que é Constipação intestinal?

Constipação intestinal é o termo médico usado para descrever o que é popularmente conhecido como prisão de ventre e intestino preso. A constipação intestinal constitui um tema de interesse geral, já que é responsável por 3% das consultas ao pediatra geral e por cerca de 30% das consultas ao gastroenterologista pediátrico.

Causas

As causas mais comuns da prisão de ventre costumam ser a dieta pobre em fibras, pouca ingestão de líquidos, o sedentarismo, assim como o consumo excessivo de proteína animal e de alimentos industrializados. Não atender à urgência para evacuar, quando ela se manifesta, também pode comprometer o funcionamento regular dos intestinos. A prisão de ventre pode, ainda, estar associada a doenças do intestino ou ser causada pelo uso de certos medicamentos e por alterações neurológicas e do metabolismo.

Sintomas

Os sintomas mais comuns da prisão de ventre são:
  • número reduzido de evacuações
  • dificuldade para eliminar as fezes que se apresentam ressecadas, grosso calibre ou em cíbalos (“bolinhas”, parecendo fezes de cabrito);
  • sensação de esvaziamento incompleto dos intestinos;
  • grande quantidade de fezes que entope o vaso sanitário;
  • sujar a cueca/calcinha sem querer (incontinência fecal).
Dor, distensão e inchaço abdominal, mal-estar, gases, diminuição do apetite são sintomas também presentes na prisão de ventre. Observe se seu filho tem comportamento retentivo: esconde-se pelos cantos da casa e sacode as pernas fazendo enorme esforço para conter a evacuação.

Diagnóstico

O diagnóstico pode ser facilmente realizado, pelo médico especialista, apenas com uma boa história clínica e umexame físico detalhado. Alguns raros casos necessitam de exames laboratoriais para avaliar o ato evacuatório e/ou a integridade da mucosa ou do plexo mioentérico.

Tratamento

O tratamento, na maioria das vezes, é clínico, e atualmente o arsenal terapêutico está bastante diversificado, podendo o médico assistente escolher o que melhor se adaptar a cada paciente. A necessidade cirúrgica se restringe aos pacientes com alterações congênitas, como a doença de Hirschsprung, ou a raros casos de pseudo-obstrução que podem ocorrer em portadores de desabilidades neurológicas. O mais importante é a mudança na dieta e no estilo de vida: consuma mais fibras (legumes, verduras, frutas, cereais integrais, etc.) e líquidos. Faça exercícios físicos. Os laxantes podem ser usados para amolecer as fezes. Porém lembre que o grande segredo é a mudança na alimentação. Em alguns casos o médico pode prescrever o uso de enemas (lavagens intestinais) para facilitar a eliminação das fezes impactadas (fecaloma).
Não comece ou interrompa o tratamento sem conhecimento do seu médico.

Recomendações

  • Vá ao banheiro sempre que tiver vontade (evite “prender o coco”);
  • Use redutor de assento e apoio para os pés;
  • Beba muito líquido;
  • Troque suco e refrigerante por água;
  • Coma frutas inteiras, se possível com casca e bagaço;
  • Crie o hábito alimentar saudável para toda a família;
  • Que tal uma pipoca de lanche? Granola? Barra de cereal?
  • Procure assistência médica se notar mudanças nos hábitos intestinais.

Referências:

  1. JPGN 2006;43:e1-e13
  2. Gastroenterology 2006;130:1377–1390

As informações contidas nesse site não substituem, de nenhuma forma, o atendimento, diagnóstico e tratamento médico.

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